Estado grande, cidadão pequeno: o peso da máquina pública
Quanto maior o Estado, menor o espaço para a liberdade e para quem produz. Uma reflexão sobre burocracia, impostos e eficiência.
Fechando mais um ano, faço uma reflexão que considero essencial: quem sustenta a máquina pública somos nós. Cada serviço, cada cargo, cada programa e cada desperdício é pago pelo trabalho de quem produz.
A conta que não fecha
O brasileiro trabalha boa parte do ano apenas para pagar tributos. Em troca, ainda convive com serviços públicos que, em muitos casos, não entregam o que prometem. A sensação de pagar muito e receber pouco não é impressão: é o retrato de um Estado que cresceu mais do que deveria.
Burocracia também é imposto
Abrir uma empresa, contratar um funcionário, obter uma licença ou simplesmente cumprir as obrigações acessórias consome tempo e dinheiro. Para o pequeno empreendedor, essa burocracia é muitas vezes a diferença entre crescer e fechar as portas.
O que defendo
- Estado focado no essencial: segurança, justiça, saúde e educação básica de qualidade;
- Menos ministérios, secretarias e cargos, com metas e cobrança de resultados;
- Carga tributária menor e mais simples, para que o dinheiro fique com quem produz;
- Privatização e concessões onde a iniciativa privada faz melhor e mais barato;
- Transparência total sobre como cada real é gasto.
Eficiência é respeito
Na gestão de TI aprendi que recurso desperdiçado é recurso que falta onde é necessário. No setor público é igual, só que o recurso é do cidadão.
Um Estado menor não é um Estado ausente. É um Estado que respeita quem paga a conta e deixa espaço para que as pessoas prosperem pelo próprio esforço.
Este é um artigo de opinião e reflete a visão pessoal do autor.
